“Se pudéssemos ter consciência do quanto nossa vida é passageira, talvez pensássemos duas vezes antes de jogar fora as oportunidades que temos de ser e de fazer os outros felizes !!!
(autor desconhecido)
“Se pudéssemos ter consciência do quanto nossa vida é passageira, talvez pensássemos duas vezes antes de jogar fora as oportunidades que temos de ser e de fazer os outros felizes !!!
(autor desconhecido)
Por: Sonia Robatto
Tem muita vida que nasce de um ovo, não tem? Tem ovo com vida de passarinho dentro, ovo com vida de pintinho, ovo com vida de lagartixa, ovo com vida de cobra… Tem ovo de todo tamanho e vida de todos os jeitos…
Mas o que será que nasce de um ovo de Páscoa? Isso eu não sabia e fui perguntar à Dona Galinha.
- Ó Dona Galinha, a senhora que é especialista em ovo, me diga uma coisa: o que nasce de um ovo de Páscoa?
Dona Galinha, muito despeitada com a concorrência das coelhinhas, cacarejou:
-Não nasce nada, minha filha! É ovo gorado, ovo falso, falsificado! Maluquices dessas coelhas de hoje em dia. Eu nunca ouvi dizer que uma coelha soubesse por ovos, chocar e tudo! Ovo que se preze tem pintinho dentro!
O galo apareceu e eu saí depressinha do terreiro. Fui andando por ali e por aqui, até que encontrei numa árvore a Dona Coruja. Repeti a minha pergunta:
-Ó Dona Coruja, a senhora me diga, por favor: o que é que nasce de um ovo de Páscoa?
Dona Coruja deu uma risadinha superior, esbugalhou bem os olhos e falou:
-É claro que nascem corujinhas. As corujinhas, como todo mundo sabe, são os animais mais bonitos do mundo! Os meus filhos são muito inteligentes, muito…
Deixei Dona Coruja se elogiando sozinha e fui em frente, no meu caminho. E no meu caminho tinha uma cobra. Eu fui logo perguntando:
-Ó Dona Cobra, me diga, se possível for: o que é que nasce de um ovo de Páscoa?
-Cobrinhas, ora…
E continuou serpenteando o seu caminho.
E eu fiquei ali, debaixo daquela outra árvore, chocando os meus pensamentos. Até que nasceu na minha cabeça a idéia de procurar Dona Coelha. Afinal, ela devia saber tudo sobre ovos de Páscoa.
Fui andando por aqui e por ali, até que encontrei a sua casinha.
A casa de Dona Coelha mais parecia um formigueiro! Tinha coelhinhos de todos os tamanhos, cores e idades. Todos fazendo ovos de Páscoa. Dona Coelha mexia um tacho num fogão de lenha, cantando uma musiquinha, e os coelhos repetiam o refrão:
Meu limão, meu limoeiro,/meu pé de jacarandá,/ uma vez tindo-lê-lê,/ outra vez tindo-lá-lá…
Pedindo licença, fui passando no meio dos coelhinhos até que cheguei perto de Dona Coelha e fui logo falando da minha dúvida.
-Desculpe Dona Coelha, eu andei por aí perguntando o que nasce de um ovo de Páscoa, e ninguém soube me responder direito até agora. Dona Galinha disse que não nascia nada. Dona Coruja disse que nasciam corujinhas. Dona Cobra, cobrinhas. Eu não estou entendendo mais nada. Nunca ouvi dizer que tivesse cobras dentro de um ovo de Páscoa! Elas estão brincando comigo, não estão?
Dona Coelha sorriu:
-Cada pessoa põe no seu ovo de Páscoa um pouquinho da sua vida. Ovo de coruja vira coruja. Ovo de cobra vira cobra, ovo de lagartixa vira lagartixa… É preciso tomar muito cuidado com o que se põe dentro dos ovos de Páscoa.
Eu continuava sem entender nada. Mas Dona Coelha continuou explicando:
-O que a pessoa colocar dentro do ovo de Páscoa nasce. Nasce a amizade, nasce carinho, nasce esperança, nasce felicidade…
Dona Coelha e sua imensa família continuaram cantando felizes quando eu saí de lá carregada de ovos de Páscoa.
E sabe o que aconteceu quando eu cheguei em casa? Não sabe?
Peguei os meus cartões de Páscoa para mandar junto com os ovos para os meus amigos. E fui escrevendo tudo o que eu sentia que estava nascendo no meu coração para cada um deles. Nasceu a esperança de um futuro lindo para Pedro, o desejo de uma vida cheia de paz para Madalena…
Pendurei os cartões nos ovos de Páscoa e me pareceu que cada ovo brilhava cheio de vida!
Por minha mulher…
por ela dizer que teremos cachorro-quente ao jantar, porque ela está em casa comigo!
Por meu marido…
por ele estar esparramado no sofá como um purê de batata, porque ele está comigo!
Pela adolescente lá de casa…
que está reclamando por ter que lavar a louça, porque isso significa que está em casa, e não nas ruas!
Pelas broncas do chefe…
pois isto significa que estou empregado!
Pela bagunça que restou depois da festa…
porque isto significa que estive rodeado de amigos!
Pelas roupas que estão ficando apertadas…
porque isso significa que tenho mais que o suficiente para comer!
Pela minha sombra que me observa em ação…
porque isso significa que estou fora, ao sol!
Pela grama que precisa ser cortada, pelas janelas que precisam ser limpas e pelas calhas que preciso consertar…
Porque isso significa que tenho uma casa!
Pela vaga que achei bem no final do estacionamento…
porque isso significa que posso caminhar e que tenho meio de transporte!
Pela conta monstruosa de energia que pago…
porque isso significa que estou sempre confortável!
Pela senhora desafinada que canta atrás de mim na Igreja…
porque isso significa que posso ouvir!
Pela pilha de roupas para lavar e passar…
porque isso significa que tenho roupa para vestir!
Pelo cansaço e músculos doloridos ao final do dia…
por que isso significa que fui capaz de dar duro o dia inteiro!
Pelo alarme que desligo pela manhã…
porque isso significa que continuo vivo!
E sou grato a Deus pelos meus amigos…
porque torna a vida mais interessante e divertida!
(autor desconhecido)
Aos 02 anos sucesso é: conseguir andar.
Aos 04 anos . sucesso é: não fazer xixi nas calças.
Aos 12 anos . sucesso é: ter amigos.
Aos 18 anos . sucesso é: ter carteira de motorista.
Aos 20 anos . sucesso é: fazer sexo.
Aos 35 anos . sucesso é: dinheiro.
Aos 50 anos . sucesso é: dinheiro.
Aos 60 anos . sucesso é: fazer sexo.
Aos 70 anos . sucesso é: ter carteira de motorista.
Aos 75 anos . sucesso é: ter amigos.
Aos 80 anos .. sucesso é: não fazer xixi nas calças.
Aos 90 anos . sucesso é: conseguir andar.
ASSIM É A VIDA….
“…NÃO LEVAMOS NADA DESSA VIDA, PARA QUÊ PERDER TEMPO COM MALDADE, COM FALSIDADE, COM FALTA DE AMOR???
TODOS TEREMOS O MESMO DESTINO, INDEPENDENTEMENTE DA CONDIÇÃO FINANCEIRA, DA CLASSE SOCIAL; PORTANTO , AME , BRINQUE , PERDOE E APROVEITE A VIDA…. SEJA FELIZ”
de O Arroz de Palma – de Francisco Azevedo
Família é prato difícil de preparar.
São muitos ingredientes.
Reunir todos é um problema, principalmente no Natal e no Ano Novo.
Pouco importa a qualidade da panela,
fazer uma família exige coragem, devoção e paciência.
Não é para qualquer um.
Os truques, os segredos, o imprevisível.
Às vezes, dá até vontade de desistir.
Preferimos o desconforto do estômago vazio.
Vêm a preguiça, a conhecida falta de imaginação sobre o que se vai comer e aquele fastio.
Mas a vida, (azeitona verde no palito) sempre arruma um jeito de nos entusiasmar e abrir o apetite.
O tempo põe a mesa, determina o número de cadeiras e os lugares.
Súbito, feito milagre, a família está servida.
Fulana sai a mais inteligente de todas.
Beltrano veio no ponto, é o mais brincalhão e comunicativo, unanimidade.
Sicrano, quem diria?
Solou, endureceu, murchou antes do tempo.
Este é o mais gordo, generoso, farto, abundante.
Aquele o que surpreendeu e foi morar longe.
Ela, a mais apaixonada.
A outra, a mais consistente.
E você?
É, você mesmo, que me lê os pensamentos e veio aqui me fazer companhia.
Como saiu no álbum de retratos?
O mais prático e objetivo?
A mais sentimental?
A mais prestativa?
O que nunca quis nada com o trabalho?
Seja quem for, não fique aí reclamando do gênero e do grau comparativo.
Reúna essas tantas afinidades e antipatias que fazem parte da sua vida.
Não há pressa.
Eu espero.
Já estão aí?
Todas?
Ótimo.
Agora, ponha o avental, pegue a tábua, a faca mais afiada e tome alguns cuidados.
Logo, logo, você também estará cheirando a alho e cebola.
Não se envergonhe de chorar.
Família é prato que emociona.
E a gente chora mesmo.
De alegria, de raiva ou de tristeza.
Primeiro cuidado:
temperos exóticos alteram o sabor do parentesco.
Mas, se misturadas com delicadeza, estas especiarias,
que quase sempre vêm da África e do Oriente
e nos parecem estranhas ao paladar tornam a família muito mais colorida, interessante e saborosa.
Atenção também com os pesos e as medidas.
Uma pitada a mais disso ou daquilo e, pronto, é um verdadeiro desastre.
Família é prato extremamente sensível.
Tudo tem de ser muito bem pesado, muito bem medido.
Outra coisa: é preciso ter boa mão, ser profissional.
Principalmente na hora que se decide meter a colher.
Saber meter a colher é verdadeira arte.
Uma grande amiga minha desandou a receita de toda a família, só porque meteu a colher na hora errada.
O pior é que ainda tem gente que acredita na receita da família perfeita.
Bobagem.
Tudo ilusão.
Não existe Família à Oswaldo Aranha; Família à Rossini;
Família à Belle Meunière
: Família ao Molho Pardo, em que o sangue é fundamental para o preparo da iguaria.
Família é afinidade, é
“à Moda da Casa”
E cada casa gosta de preparar a família a seu jeito.
Há famílias doces.
Outras, meio amargas.
Outras apimentadíssimas.
Há também as que não têm gosto de nada,
seriam assim um tipo de Família Dieta,
que você suporta só para manter a linha.
Seja como for, família é prato que deve ser servido sempre quente,
quentíssimo.
Uma família fria é insuportável, impossível de se engolir.
Enfim, receita de família não se copia, se inventa.
A gente vai aprendendo aos poucos, improvisando
e transmitindo o que sabe no dia a dia.
A gente cata um registro ali, de alguém que sabe e conta,
e outro aqui, que ficou no pedaço de papel.
Muita coisa se perde na lembrança.
Principalmente na cabeça de um velho já meio caduco como eu.
O que este veterano cozinheiro pode dizer é que, por mais sem graça,
por pior que seja o paladar, família é prato que você tem que experimentar e comer.
Se puder saborear, saboreie.
Não ligue para etiquetas.
Passe o pão naquele molhinho que ficou na porcelana,
na louça, no alumínio ou no barro.
Aproveite ao máximo.
Família é prato que, quando se acaba, nunca mais se repete.
“Porque para Deus nada é impossível.”
(Lucas 1:37)